Inverno e hemodiálise: o que muda na rotina?
Quando as temperaturas diminuem, alguns hábitos naturalmente mudam.
Bebemos menos água, usamos roupas mais pesadas, passamos mais tempo em ambientes fechados e, muitas vezes, mudamos também a alimentação.
Para quem realiza hemodiálise, o inverno traz alguns pontos que merecem atenção.
Um deles é a percepção da sede.
Nos dias quentes, é comum que o controle de líquidos seja um dos maiores desafios. No frio, muitas pessoas sentem menos sede. Ainda assim, o acompanhamento do volume ingerido continua importante, porque líquidos também estão presentes em preparações como sopas, caldos, gelatinas, cafés, chás e outras bebidas consumidas com mais frequência nessa época.
Outro ponto importante é o controle da pressão arterial.
Mudanças de temperatura podem influenciar a circulação e a pressão, especialmente em pessoas que já convivem com hipertensão ou doença cardiovascular.
Por isso, qualquer alteração importante deve ser comunicada à equipe responsável pelo tratamento.
O acesso vascular também merece atenção durante o inverno.
No caso de pacientes com fístula arteriovenosa, roupas muito apertadas sobre o braço do acesso devem ser evitadas. Também é importante manter todos os cuidados já orientados pela equipe, como não carregar peso excessivo nesse braço e observar diariamente o funcionamento da fístula.
O frio também costuma coincidir com aumento da circulação de vírus respiratórios.
Para pessoas com doença renal crônica, prevenir infecções é especialmente importante.
Higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas doentes sempre que possível e manter as vacinas recomendadas atualizadas são medidas que ajudam a reduzir riscos.
E existe ainda um cuidado simples que não deve ser esquecido: não faltar às sessões por causa do frio.
Em dias de baixa temperatura, sair cedo de casa pode ser desconfortável. Mas a hemodiálise faz parte de um tratamento contínuo, e alterações ou faltas não programadas podem provocar acúmulo de líquidos e substâncias que deveriam ser removidas do organismo.
O inverno muda a temperatura lá fora, mas o cuidado com a saúde precisa continuar.
Manter a rotina, observar o próprio corpo e comunicar alterações à equipe são atitudes que ajudam a atravessar essa estação com mais segurança.